Historicamente, os fungos foram considerados plantas por apresentarem algumas características em comum com esses organismos como: imobilidade, presença de parede celular e produção de esporos. Entretanto, esses organismos possuem semelhanças com os animais por serem aclorofilados e apresentarem glicogênio como produto de reserva. Por esses motivos e por apresentarem uma forma diferente de nutrição, por absorção, os fungos foram classificados em um reino à parte, o Reino Fungi.
Mesmo com aquisição desses novos conhecimentos, muitos professores tendem adotar a classificação em dois reinos: Animal e Vegetal. Essas concepções levam a uma abordagem equivocada sobre o tema, e, consequentemente, a transmissão de conteúdos desatualizados ou incorretos para os estudantes.
As pessoas, de maneira geral, vêem os fungos como perigosos, causadores de várias patologias, levando, os professores, muitas vezes, a enfocar apenas os aspectos negativos desses organismos. Entretanto, os fungos possuem um grande papel ecológico, pois são os maiores decompositores de matéria morta do planeta. Os liquens (associações entre algas e fungos) são utilizados como bioindicadores de poluição gasosa. Além disso, têm uma grande importância econômica, pois servem como alimento e estão presentes na indústria alimentícia e de bebidas.
O livro didático, em sua maioria, enfoca, principalmente, os aspectos negativos dos fungos. Assim, os professores, muitas vezes, tendem a enfocar apenas as doenças causadas por esses organismos em detrimento de sua importância econômica e ecológica, uma vez que utilizam esses livros no planejamento e na execução de suas aulas.
Essa temática é pouco abordada durante o ensino fundamental, geralmente em um capítulo durante a 6º série, onde se destina uma ou no máximo duas aulas. Assim, muitas vezes o estudo desses organismos é restringido à memorização de conceitos e terminologias, sem incentivo a questionamentos por parte dos alunos.
Uma das razões mais importantes apontadas para a necessidade de uma ação orientadora dos especialistas é que os professores em exercício resistem às mudanças, porque sua prática docente é permeada pelas teorias implícitas, valores e crenças pessoais. Desta maneira, se o professor tem uma concepção equivocada ou preconceituosa sobre os fungos ele irá transmitir essa concepção para os seus alunos.

Muito bom esse esclarecimento!
ResponderExcluirOlá Tasciano,
ResponderExcluirO layout do seu blog está mt bom. As imagens e vídeos correspondendo ao tema escolhido, já está com uma seguidora, comentários, parabéns,
Rita
Oi Tasciano,
ResponderExcluirGostei muito das informações e vou indicar para meus colegas na escola, pois é uma forma também de divulgá-las.
Rosane