quinta-feira, 7 de abril de 2011
O mundo extraordinário dos Fungos
Historicamente, os fungos foram considerados plantas por apresentarem algumas características em comum com esses organismos como: imobilidade, presença de parede celular e produção de esporos. Entretanto, esses organismos possuem semelhanças com os animais por serem aclorofilados e apresentarem glicogênio como produto de reserva. Por esses motivos e por apresentarem uma forma diferente de nutrição, por absorção, os fungos foram classificados em um reino à parte, o Reino Fungi.
Mesmo com aquisição desses novos conhecimentos, muitos professores tendem adotar a classificação em dois reinos: Animal e Vegetal. Essas concepções levam a uma abordagem equivocada sobre o tema, e, consequentemente, a transmissão de conteúdos desatualizados ou incorretos para os estudantes.
As pessoas, de maneira geral, vêem os fungos como perigosos, causadores de várias patologias, levando, os professores, muitas vezes, a enfocar apenas os aspectos negativos desses organismos. Entretanto, os fungos possuem um grande papel ecológico, pois são os maiores decompositores de matéria morta do planeta. Os liquens (associações entre algas e fungos) são utilizados como bioindicadores de poluição gasosa. Além disso, têm uma grande importância econômica, pois servem como alimento e estão presentes na indústria alimentícia e de bebidas.
O livro didático, em sua maioria, enfoca, principalmente, os aspectos negativos dos fungos. Assim, os professores, muitas vezes, tendem a enfocar apenas as doenças causadas por esses organismos em detrimento de sua importância econômica e ecológica, uma vez que utilizam esses livros no planejamento e na execução de suas aulas.
Essa temática é pouco abordada durante o ensino fundamental, geralmente em um capítulo durante a 6º série, onde se destina uma ou no máximo duas aulas. Assim, muitas vezes o estudo desses organismos é restringido à memorização de conceitos e terminologias, sem incentivo a questionamentos por parte dos alunos.
Uma das razões mais importantes apontadas para a necessidade de uma ação orientadora dos especialistas é que os professores em exercício resistem às mudanças, porque sua prática docente é permeada pelas teorias implícitas, valores e crenças pessoais. Desta maneira, se o professor tem uma concepção equivocada ou preconceituosa sobre os fungos ele irá transmitir essa concepção para os seus alunos.
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